Em visita a Israel, Angela Merkel reconhece responsabilidade da Alemanha pelo Holocausto
da Agência EFE
em Jerusalém, Israel
Em visita ao Museu do Holocausto, nesta segunda-feira, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, reconheceu a responsabilidade do seu país pela matança de 6 milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial.
Em Israel desde domingo, onde participa das celebrações pelos 60 anos de fundação do Estado judaico, Angela Merkel escreveu no livro de convidados do Yad Vashem:
"O Governo alemão, mantendo viva sua responsabilidade pelo Holocausto, expressa sua determinação de construir um futuro conjunto realizando as primeiras consultas germânico-israelenses".
As consultas, que tiveram início nesta segunda-feira, incluem conversas bilaterais, uma reunião conjunta do Gabinete de Ministros e vários foros em matéria de Economia, Ciência e Meio Ambiente.
Segundo comunicado conjunto difundido pelo gabinete do primeiro-ministro Ehud Olmert, a presença da chanceler alemã "fortalece a cooperação e a amizade" entre os dois países e acaba com o receio e a desconfiança do passado.
Os ministros da Defesa alemão e israelense, Franz-Josef Jung e Ehud Barak, respectivamente, trataram sobre projetos tecnológicos de interesse mútuo e fecharam acordos para o aumento da cooperação, com a realização de intercâmbios entre o pessoal de suas academias militares.
Também se reuniram o ministro da Economia da Alemanha, Michael Glos, e o titular de Indústria de Israel, Eli Yishai, que decidiram realizar este ano um encontro para fomentar os intercâmbios comerciais e se comprometeram a aumentar o investimento mútuo.
Os dois Estados também se comprometeram a intensificar a cooperação diplomática, constituir o Fórum de Futuro Germano-Israelense e fomentar os intercâmbios culturais, que incluirão a realização da primeira Semana Cultural Alemã em Israel.
Os países pretendem trabalhar conjuntamente, também, na luta contra o terrorismo internacional e a mudança climática.
O conflito palestino-israelense, é claro, não ficou de fora da reunião dos dois líderes. Merkel destacou que os ataques com foguetes vindos da Faixa de Gaza e a construção de novos assentamentos israelenses na Cisjordânia estão afetando negativamente o diálogo de paz.
"A Alemanha é uma verdadeira amiga do Estado de Israel", disse Olmert em entrevista coletiva com sua colega alemã, segundo declarações obtidas pela versão digital do diário "Yedioth Ahronoth.
"A Alemanha é nossa aliada em muitas lutas conjuntas que são de vital importância para o mundo inteiro", acrescentou.
em Jerusalém, Israel
Em visita ao Museu do Holocausto, nesta segunda-feira, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, reconheceu a responsabilidade do seu país pela matança de 6 milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial.
Em Israel desde domingo, onde participa das celebrações pelos 60 anos de fundação do Estado judaico, Angela Merkel escreveu no livro de convidados do Yad Vashem:
"O Governo alemão, mantendo viva sua responsabilidade pelo Holocausto, expressa sua determinação de construir um futuro conjunto realizando as primeiras consultas germânico-israelenses".
As consultas, que tiveram início nesta segunda-feira, incluem conversas bilaterais, uma reunião conjunta do Gabinete de Ministros e vários foros em matéria de Economia, Ciência e Meio Ambiente.
Segundo comunicado conjunto difundido pelo gabinete do primeiro-ministro Ehud Olmert, a presença da chanceler alemã "fortalece a cooperação e a amizade" entre os dois países e acaba com o receio e a desconfiança do passado.
Os ministros da Defesa alemão e israelense, Franz-Josef Jung e Ehud Barak, respectivamente, trataram sobre projetos tecnológicos de interesse mútuo e fecharam acordos para o aumento da cooperação, com a realização de intercâmbios entre o pessoal de suas academias militares.
Também se reuniram o ministro da Economia da Alemanha, Michael Glos, e o titular de Indústria de Israel, Eli Yishai, que decidiram realizar este ano um encontro para fomentar os intercâmbios comerciais e se comprometeram a aumentar o investimento mútuo.
Os dois Estados também se comprometeram a intensificar a cooperação diplomática, constituir o Fórum de Futuro Germano-Israelense e fomentar os intercâmbios culturais, que incluirão a realização da primeira Semana Cultural Alemã em Israel.
Os países pretendem trabalhar conjuntamente, também, na luta contra o terrorismo internacional e a mudança climática.
O conflito palestino-israelense, é claro, não ficou de fora da reunião dos dois líderes. Merkel destacou que os ataques com foguetes vindos da Faixa de Gaza e a construção de novos assentamentos israelenses na Cisjordânia estão afetando negativamente o diálogo de paz.
"A Alemanha é uma verdadeira amiga do Estado de Israel", disse Olmert em entrevista coletiva com sua colega alemã, segundo declarações obtidas pela versão digital do diário "Yedioth Ahronoth.
"A Alemanha é nossa aliada em muitas lutas conjuntas que são de vital importância para o mundo inteiro", acrescentou.
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