Evangélicos entram no samba e no carnaval
por Daniel Pereira
do Jornal O Dia no Rio de Janeiro, RJ
O samba tem certa afinidade com a umbanda e o candomblé. O carnaval, por sua vez, é a maior das festas pagãs. Momento em que a “carne” impera e, no caso do Rio de Janeiro, sempre é regado a muito samba, cerveja e sensualidade. Até aí, nenhuma novidade.
Agora, imaginem esta cena: um bloco de carnaval que é contra o uso de preservativos, discursa contra a homossexualidade, diz que bebida é ilusão do “cramunhão” e ainda convoca o folião a deixar o “pecado” e aceitar a Jesus. Inusitado, não!?
Pois bem, este é o bloco evangélico Cara de Leão, liderado pelo pastor Ezequiel Teixeira, que na terça-feira de carnaval espera levar cinco mil pessoas para o seu desfile na Av. Rio Branco.
“Davi matou o gigante com a própria arma dele. Nós vamos usar o samba e o carnaval para alertar as pessoas que estes 4 dias são apenas de ilusão”, disse o líder religioso.
Questionado sobre os temas que devem ser tratados durante a mensagem que acontece ao final do desfile, Ezequiel ressalta que “o Brasil não precisa de camisinha, mas sim de Jesus”. Ele diz também que “ninguém faz filho para ser gay” e o carnaval incita este tipo de comportamento.
“A distribuição de preservativos estimula a liberação do sexo. Imagine só se dá para aceitar crianças de 13 ... 14 anos falando em fazer sexo”, reflete.
Se engana quem pensa que o bloco é novo. Ao contrário disso, ele completa 15 anos. “A tradição entre os evangélicos são os retiros espirituais e algumas igrejas nos criticam. Mas recebemos esta estratégia de Deus”, comenta.
Sobre a aceitação dos foliões ao discurso, o pastor ressalta que não espera que ninguém seja simpático ao bloco.
“Se eu precisar dar um murro em alguém que está morrendo afogado para salvar esta pessoa eu vou dar. Depois que ele estiver salvo, certamente, vai entender a minha atitude. É a mesma coisa. No pecado, as pessoas estão morrendo sem saber”, completa.
do Jornal O Dia no Rio de Janeiro, RJ
O samba tem certa afinidade com a umbanda e o candomblé. O carnaval, por sua vez, é a maior das festas pagãs. Momento em que a “carne” impera e, no caso do Rio de Janeiro, sempre é regado a muito samba, cerveja e sensualidade. Até aí, nenhuma novidade.
Agora, imaginem esta cena: um bloco de carnaval que é contra o uso de preservativos, discursa contra a homossexualidade, diz que bebida é ilusão do “cramunhão” e ainda convoca o folião a deixar o “pecado” e aceitar a Jesus. Inusitado, não!?
Pois bem, este é o bloco evangélico Cara de Leão, liderado pelo pastor Ezequiel Teixeira, que na terça-feira de carnaval espera levar cinco mil pessoas para o seu desfile na Av. Rio Branco.
“Davi matou o gigante com a própria arma dele. Nós vamos usar o samba e o carnaval para alertar as pessoas que estes 4 dias são apenas de ilusão”, disse o líder religioso.
Questionado sobre os temas que devem ser tratados durante a mensagem que acontece ao final do desfile, Ezequiel ressalta que “o Brasil não precisa de camisinha, mas sim de Jesus”. Ele diz também que “ninguém faz filho para ser gay” e o carnaval incita este tipo de comportamento.
“A distribuição de preservativos estimula a liberação do sexo. Imagine só se dá para aceitar crianças de 13 ... 14 anos falando em fazer sexo”, reflete.
Se engana quem pensa que o bloco é novo. Ao contrário disso, ele completa 15 anos. “A tradição entre os evangélicos são os retiros espirituais e algumas igrejas nos criticam. Mas recebemos esta estratégia de Deus”, comenta.
Sobre a aceitação dos foliões ao discurso, o pastor ressalta que não espera que ninguém seja simpático ao bloco.
“Se eu precisar dar um murro em alguém que está morrendo afogado para salvar esta pessoa eu vou dar. Depois que ele estiver salvo, certamente, vai entender a minha atitude. É a mesma coisa. No pecado, as pessoas estão morrendo sem saber”, completa.